Friday, November 17, 2006

GAME - Texto 16

Olá!
O tema de hoje é LEI DE AMOR.
Tenham uma excelente semana!
Muita gente adulta diz que a vida é um jogo e, na verdade, podemos dizer que é isso mesmo, e o nome do jogo é Amor. Desde que nascemos até quando desencarnamos, é como se jogássemos um game chamado Amor.

Menino e menina espertos, que curtem um bom jogo, vão entender direitinho como funciona o Game do Amor.

Desde que nascemos, até quando partimos de volta para o Plano Espiritual, estamos sempre amando e sendo amados. É a mãe que cuida do filho, o filho que curte o paizão, a professora que se dedica aos alunos, os alunos que fazem amizades entre si, os namorados que se apaixonam, o bem que se espalha aos menos favorecidos...

As regras do Game do Amor são muito simples. Para ganhar pontos e mudar de fase, é preciso superar alguns obstáculos. O primeiro deles se chama egoísmo e um outro é o orgulho. Quando se superam esses obstáculos, pode-se mudar de fase e ganhar muitos e muitos bônus, chamados desprendimento, afeto, caridade, luz.

De fase em fase, as dificuldades podem aumentar, mas, em compensação, o jogador aprende a vencer os desafios e fica cada vez mais fortalecido. É que ele descobre a Grande Lei do Jogo: quanto mais se oferece amor e afeto, mais se recebem bônus. Quanto mais se auxiliam os personagens que aparecem durante o jogo, mais o jogador se aproxima dos grandes prêmios do jogo, a Paz e a Felicidade.

Nunca deixe de amar, Pequeno Espírita!

Friday, November 10, 2006

VÍTOR E O TRABALHO - Texto 15

Olá, pessoal!

O texto desta semana tem a ver com a Lei do Trabalho.

Abraço fraterno,

Issana


Texto

Vítor estava muito feliz. Finalmente tinha chegado o dia da mamãe cumprir o prometido e levá-lo com ela para o trabalho.

D. Emília trabalhava num imenso edifício, no centro da cidade e Vítor tinha muita curiosidade sobre o lugar onde a mãe se escondia dele, o dia inteiro. O que será que ela fazia por lá?

Saíram cedo de casa. Vítor achou muito divertido acordar de madrugada. Foram de ônibus e ele grudou na janela. Tão interessante a cidade acordando: pessoas atarefadas, indo de um lado para o outro, o céu clareando, a mamãe do lado, explicando o nome das praças e dos prédios, e contando coisas da vida dela.

Desceram do ônibus e ele, de mãos dadas com D. Emília, foi ziguezagueando entre as pessoas que já lotavam as calçadas. Quando chegaram ao prédio, subiram de elevador (ah, como o Vítor curte passear de elevador!)

Dentro do escritório onde a mãe trabalhava, ele observava atentamente as pessoas. Era um corre-corre danado! Alguns estavam concentrados em seus computadores. Outros discutiam algo, numa mesa redonda do canto do grande salão. Uma senhora limpava o chão, enquanto uma outra atendia o telefone.

Na hora do almoço, Vítor comentou:

- Nossa, mãe, quantas coisas vocês fazem aqui no trabalho, hein?

- É, sim, meu filho, e não é só aqui, não. Em todo canto e em todo lugar, há sempre alguém trabalhando. Nos campos, há alguém, neste exato momento, plantando o arroz e o feijão que vamos comer, daqui a alguns meses. Nos hospitais, há uma infinidade de pessoas que cuidam dos doentes. Em casa, nossa ajudante deve estar limpando seu quartinho, para que você encontre tudo arrumadinho.

- Puxa, mãe, que trabalheira, hein?

- É, sim, meu filho, e isso não é ruim. É no trabalho que a gente torna o mundo melhor para se viver e é também por meio dele que aprendemos as lições da disciplina, da dedicação, e desenvolvemos o raciocínio.

- Ah, mamãe, também quero trabalhar!

A mãe respondeu, rápida:

- E quem disse que você não trabalha?

O menino deu uma risadinha:

- Ah, mãe, eu sei que não trabalho. Eu só estudo.

- Mas aí é que está: para as crianças, o trabalho é estudar de uma maneira bem-feita, caprichosa, fazendo as tarefas em dia, aprendendo tudo que puder.

O menino se animou:

- Quer dizer que estudo também é trabalho? Então, estou descansando hoje do trabalho!

- É isso mesmo, meu filho. Tudo que é útil e nos faz úteis, é trabalho.

E Vítor completou, enquanto saíam do restaurante:

- Pois eu, quando crescer, quero trabalhar bastante e ser útil para muita gente!

Friday, November 03, 2006

O FOFOCÔMETRO - Texto 14

Olá!
O tema da semana é FOFOCA E MALEDICÊNCIA.

Acho que seria legal, depois da leitura do texto, pedir que cada um confeccione o próprio 'fofocômetro'.


Abraço fraterno,
Issana


TEXTO

Doutor Tinoco é um cientista nem um pouco maluco, que mora bem perto da minha casa. Eu e a garotada da rua adoramos visitar o Dr. Tinoco, que sempre tem invenções divertidas para mostrar. A gente passa o tempo ali, brincando com um robô preparado para catar todo o lixo que perceber no chão ou com a escova de dente que apita, quando não é utilizada, para lembrar o dono de que ele precisa fazer a higiene bucal.

Gostamos muito de brincar com as invenções dele e gostamos mais ainda do lanche que ele e a Dona Silvia sempre oferecem, quando chega a tardezinha: café em formato de gel, biscoitos flutuantes e mais um punhado de experiências culinárias fascinantes e deliciosas.

Um dia desses, Dr. Tinoco apareceu com uma novidade: era o fofocômetro, um aparelhinho pequeno, muito parecido com um relógio. Ele explicou pra gente assim:

- Queridos amiguinhos, esse aparelho será bastante útil para vocês e para o mundo inteiro. Vocês não imaginam o que ele faz!

- Ah, ele deve servir para ver as horas, não é , não? – perguntou o Tonho, super curioso.

- Não é isso não, amigo. Ele pa-re-ce um relógio, mas não é pra ver horas, não?

- E pra que que é então?

- Ele dispara, toda vez que você estiver a ponto de falar mal dos outros, e só pára quando você interromper a fofoca.

O Tonho fez cara de decepcionado:

- Ah, é só isso? Pensei que fosse algo assim mais... potente!

- Meu amigo, é que você ainda é muito jovem e não imagina os estragos que a maledicência é capaz de provocar no mundo. Verdadeiras guerras já foram travadas por causa da palavra infeliz. Guerras entre pessoas, famílias, países...

- Sério mesmo, Doutor?

- Sim, e o maior problema da fofoca é que ela parece inofensiva, pequena. Por menor que seja, pode ter resultados tenebrosos.

- Nooosssaaaa!!!! – respondemos, com os olhos brilhando e novo respeito pelo aparelhinho.